Viu este raio-x? Veja 3 dicas para não acontecer o mesmo com seu cão.

Viu este raio-x? Veja 3 dicas para não acontecer o mesmo com seu cão.

Vivian Ortiz
Do UOL, em São Paulo.

O usuário brainyblond publicou em seu perfil no site Reddit na última terça-feira (21) uma imagem de uma radiografia curiosa. Na legenda, ele explicou: “Cachorro veio ao veterinário após engolir uma peça do Monopoly (famoso jogo de tabuleiro)“.

Nos comentários, um internauta brincou: “Essa cachorra está obviamente grávida”. Outro tinha a seguinte teoria: na verdade, quem foi levado ao veterinário foi o cachorro de plástico, que teria sido engolido por um cachorro gigante.

Verdade ou não, o fato é que muitos animais domésticos vivem dando sustos em seus tutores por conta de estripulias como essa. “Quando perceber que seu animal engoliu algo que não devia, o correto é levar o animal para o veterinário, pois, dependendo do tipo de objeto, pode não ser possível sair de forma natural”, alerta o adestrador Cleber Santos, que também é especialista em comportamento animal.

Para evitar situações do tipo, mostramos algumas dicas de especialistas no assunto:

1 – Muito cuidado com o que ensina

Getty Images/damedeeso
Imagem: Getty Images/damedeeso

Sabemos que os filhotes são os recordistas em pegar objetos e comer coisas que encontram pelo caminho. Muitas vezes, porém, quem acaba ensinando esse comportamento ao animal é o próprio tutor.

Mesmo que de forma inconsciente, muitas pessoas jogam os petiscos no chão para o animal comer. “Ele sempre tem que receber a alimentação em seu comedouro  ou direto da mão do dono, nunca no chão”, alerta Cleber.

2 – Use a palavra certa

Divulgação
Imagem: Divulgação

Ao observar seu animal fazendo alguma estripulia, como este cachorro de Jundiaí que enfiou a cabeça no lugar que não devia, sempre o repreenda dizendo a palavra não.

“É importante nunca usar o nome do animal para dar a bronca, pois ele não vai ligar uma coisa a outra”, explica o adestrador.

 

3 – Animal também estressa

Getty Images
Imagem: Getty Images

Grande parte dos casos de ingestão de objetos ocorre pelo fato deles já apresentarem um distúrbio comportamental denominado “pica”, algo associado a quadros de ansiedade. É uma forma de aliviar o stress, parecido com o que ocorre com pessoas que roem as unhas, explica Helena Truksa, bióloga especialista em comportamento animal, fundadora da Ethos Animal.

Assim como faríamos em relação a crianças pequenas, atitude preventiva é a chave para evitar problemas relacionados a ingestão de itens não alimentares pelos pets. “Não há como ter certeza de que o animal realmente não vai comer os objetos, mas é possível reduzir o nível de ansiedade e estresse vivenciado por ele no dia a dia através de adequada estimulação mental  (enriquecimento ambiental) e exercício físico (passeios diários, se forem agradáveis ao cão)”, ressalta.

Além disso, explica Helena, é necessário prover as necessidades básicas emocionais do animal, sem excessos, de modo a tornar sua vida mais feliz, equilibrada e previsível, sem muitas surpresas, pois rotina é necessária para reduzir as crises de ansiedade. “Importante ressaltar que jamais se deve utilizar métodos punitivos, pois, além de ineficazes, ainda colaboram para o aumento das crises de ansiedade”, destaca a especialista.